À conversa com...
Assista ao vídeo com Alexandra Belo Marques!
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O que é isto da mediunidade?


Esta é uma pergunta que ouço quase desde que nasci. A primeira coisa em que penso quando me perguntam é que se trata de uma bênção. Sim, é uma bênção porque nos conecta a uma vibração superior, porque nos alarga os horizontes e porque nos esclarece sobre os mistérios da vida.


Através da mediunidade podemos evoluir enquanto espírito e enquanto “pessoa humana”. Não se trata de ter acesso aos números do euromilhões ou de saber quem vai ganhar o campeonato, mas antes de ter acesso a informação que verdadeiramente nos enriquece; de ter respostas às grandes perguntas da humanidade: quem sou? De onde venho? Para onde vou? Mais importante ainda traz-nos conforto e paz ao coração, tranquiliza a nossa mente e ajuda-nos a ultrapassar os medos.


A mediunidade (seja qual for a sua forma ou tipo) não é mais que do que a consciência da conexão ao divino, ao Universo. Hoje em dia já nem falo numa religião específica, falo sempre no Universo como fonte criadora.


Nós, os médiuns, temos também a responsabilidade de aplicar e viver de acordo com aquilo que pregamos, de acordo com os valores que defendemos e com o objectivo último de transmitir o conhecimento ao(s) “outro”(s).


E esta sempre foi a parte mais difícil…éramos quase como “Aquele cujo nome não se pronuncia” (para quem não conhece a expressão trata-se de um personagem dos livros do Harry Potter), tínhamos medo de dizer que víamos coisas mesmo de olhos fechados, de dizer que ouvíamos “pessoas” (entidades) a falar connosco, etc. Felizmente, nos dias que correm esta realidade alterou-se e começamos a ser vistos de uma outra forma, pelo menos com mais respeito. E era assim porque permitíamos que assim fosse. Atrevo-me a dizer que tínhamos quase vergonha de não sermos pessoas ditas “normais”.


Mas a verdade é que somos! Vivemos da mesma maneira, gostamos das mesmas coisas, amamos da mesma forma e com a mesma intensidade. Então o que é diferente? É precisamente a responsabilidade, a fé e o imenso amor no nosso coração. A fé de que existem seres de luz que estão sempre ao nosso lado e que nos ajudam a encontrar o nosso caminho, a nossa missão; que nos estendem as mãos e os braços sempre que estamos tristes e desorientados; que sorriem e se alegram connosco sempre que atingimos mais um objectivo, que alcançamos mais uma vitória, que nos amam e ensinam a amar incondicionalmente.


Para muitos esta realidade é bem mais dura porque não sabem de que mal padecem. São-lhes diagnosticadas doenças do foro psicológico, são medicados e apelidados de doidos, esquizofrénicos, etc. Mas será que são mesmo? Outros, embora saibam que não se trata de uma doença, não conseguem aceitar ou não sabem como lidar com isto, como viver. E têm medo. Para estes as minhas palavras são de incentivo: não tenham medo! Confiem no vosso coração. As respostas estão lá.
E, acima de tudo, sejam gratos por essa bênção.


Namasté
Dharma Pura

18/11/2016

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